{"id":10207,"date":"2025-11-27T09:34:34","date_gmt":"2025-11-27T09:34:34","guid":{"rendered":"https:\/\/gimm.pt\/news\/quando-as-bacterias-boas-contra-atacam-como-uma-klebsiella-inofensiva-pode-redefinir-o-futuro-dos-probioticos\/"},"modified":"2025-12-11T10:25:18","modified_gmt":"2025-12-11T10:25:18","slug":"quando-as-bacterias-boas-contra-atacam-como-uma-klebsiella-inofensiva-pode-redefinir-o-futuro-dos-probioticos","status":"publish","type":"news","link":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/not\u00edcias\/quando-as-bacterias-boas-contra-atacam-como-uma-klebsiella-inofensiva-pode-redefinir-o-futuro-dos-probioticos\/","title":{"rendered":"Quando as bact\u00e9rias boas contra-atacam: como uma Klebsiella inofensiva pode redefinir o futuro dos probi\u00f3ticos"},"content":{"rendered":"\n<p>Na ci\u00eancia, algumas das descobertas mais interessantes acontecem por acaso.<br>Foi isso que aconteceu no laborat\u00f3rio de Karina Xavier, investigadora do GIMM, quando a sua equipa, que estudava como a dieta e os antibi\u00f3ticos afetam o microbiota intestinal, se deparou, inesperadamente, com uma bact\u00e9ria \u2018amiguinha\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o est\u00e1vamos \u00e0 procura de um agente bioterap\u00eautico vivo\u201d, recorda Karina. \u201cEst\u00e1vamos a testar como a comunica\u00e7\u00e3o bacteriana e o tratamento com antibi\u00f3ticos afetavam a recupera\u00e7\u00e3o do microbiota intestinal. Mas havia uma bact\u00e9ria que estava sempre a aparecer \u2014 e com um efeito muito claro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns dos ratinhos de laborat\u00f3rio, tratados com antibi\u00f3ticos e depois expostos a <em>Escherichia coli<\/em>, resistiam \u00e0 infe\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a entre os que resistiam e os outros, descobriu a estudante de doutoramento Ana Rita Oliveira, era a presen\u00e7a de uma \u00fanica esp\u00e9cie de <em>Klebsiella<\/em> n\u00e3o patog\u00e9nica que parecia proteger o intestino contra infe\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta observa\u00e7\u00e3o deu origem ao primeiro artigo sobre o assunto, publicado na <em>Nature Microbiology<\/em> (2020), no qual a equipa demonstrou que a troca microbiana entre hospedeiros e a competi\u00e7\u00e3o por nutrientes s\u00e3o mecanismos-chave para restaurar as defesas naturais do microbiota intestinal ap\u00f3s o uso de antibi\u00f3ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>A bact\u00e9ria, acabada de descobrir, era uma estirpe de <em>Klebsiella<\/em>, pertencente \u00e0 mesma fam\u00edlia da temida <em>Klebsiella pneumoniae<\/em> \u2014 respons\u00e1vel por pneumonias e infe\u00e7\u00f5es hospitalares \u2014 mas, neste caso, totalmente inofensiva. Os investigadores batizaram-na de <em>Klebsiella<\/em> sp. ARO112 (ARO das iniciais de Ana Rita Oliveira).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPertence ao grupo das <em>Klebsiella<\/em>\u201d, explica Karina. \u201cAs patog\u00e9nicas, como <em>K. pneumoniae<\/em>, causam infe\u00e7\u00f5es graves. Mas esta \u00e9 n\u00e3o patog\u00e9nica \u2014 n\u00e3o causa doen\u00e7a e, na verdade, protege contra ela.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em ratinhos, os investigadores observaram que, quando a <em>Klebsiella<\/em> ARO112 estava presente, estirpes patog\u00e9nicas de <em>E. coli<\/em> ou <em>Salmonella Typhimurium<\/em> tinham grande dificuldade em colonizar o intestino. As bact\u00e9rias competiam pelo mesmo nicho ecol\u00f3gico e pelos mesmos nutrientes \u2014 a\u00e7\u00facares e substratos simples \u2014 bloqueando eficazmente a entrada das estirpes nocivas. Em alguns testes, os n\u00edveis de infe\u00e7\u00e3o diminu\u00edram para quase cem vezes menos.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Uma nova gera\u00e7\u00e3o de agentes bioterap\u00eauticos vivos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Animada por estes resultados, a equipa come\u00e7ou a olhar para esta bact\u00e9ria de outra forma. Poderia tratar-se de um probi\u00f3tico bioterap\u00eautico de nova gera\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs probi\u00f3ticos que conhecemos hoje v\u00eam sobretudo de alimentos \u2014 como as bact\u00e9rias do \u00e1cido l\u00e1ctico usadas nos iogurtes\u201d, explica Karina. \u201cOs probi\u00f3ticos de nova gera\u00e7\u00e3o s\u00e3o diferentes: s\u00e3o isolados do microbiota de humanos ou mam\u00edferos saud\u00e1veis. Ainda estamos a come\u00e7ar a explorar o potencial destas bact\u00e9rias naturalmente ben\u00e9ficas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Com esta ideia em mente, Ana Rita Oliveira juntou-se a V\u00edtor Cabral para testar o efeito protetor da <em>Klebsiella<\/em> sp. ARO112 num contexto de doen\u00e7a, trabalho que agora publicaram na revista <em><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-025-67015-w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nature Communications<\/a><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Escolheram um modelo particularmente desafiante: ratinhos com a mesma muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica comum em humanos com doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal (DII) \u2014 uma condi\u00e7\u00e3o marcada por inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica, desequil\u00edbrio no microbioma intestinal (disbiose) e elevada suscetibilidade a infe\u00e7\u00f5es intestinais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstes animais t\u00eam um microbiota alterado, semelhante ao que observamos em pacientes com DII\u201d, descreve Xavier. \u201cDemos-lhes antibi\u00f3ticos \u2014 para simular uma situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de controlo da inflama\u00e7\u00e3o \u2014 e depois infet\u00e1mo-los com <em>E. coli<\/em> patog\u00e9nica. Ap\u00f3s isso, trat\u00e1mos um dos grupos com a nossa estirpe de <em>Klebsiella<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados foram impressionantes!<\/p>\n\n\n\n<p>Nos estudos anteriores, a estirpe ben\u00e9fica reduzia a infe\u00e7\u00e3o por <em>E. coli<\/em> em cerca de 100 vezes, mas alguns patog\u00e9nicos permaneciam. Neste modelo de doen\u00e7a, por\u00e9m, a infe\u00e7\u00e3o foi completamente eliminada em quase todos os ratinhos tratados. \u201cAqui observ\u00e1mos elimina\u00e7\u00e3o total\u201d, sublinha Karina. \u201cN\u00e3o s\u00f3 eliminou a infe\u00e7\u00e3o, como acelerou a recupera\u00e7\u00e3o do microbiota e reduziu a inflama\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong><strong>Restabelecer o equil\u00edbrio<\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O efeito protetor n\u00e3o resultou de a <em>Klebsiella<\/em> matar diretamente os patog\u00e9nicos. Em vez disso, ajudou a restaurar o ecossistema microbiano \u2014 permitindo que outras bact\u00e9rias ben\u00e9ficas recuperassem e produzissem metabolitos essenciais, como o butirato, que protege o revestimento intestinal e reduz a inflama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstes bons metabolitos n\u00e3o s\u00e3o produzidos pela nossa bact\u00e9ria\u201d, explica. \u201cS\u00e3o produzidos por outras bact\u00e9rias que recuperam mais depressa quando esta <em>Klebsiella<\/em> est\u00e1 presente. Esta ajuda o ecossistema a reencontrar o equil\u00edbrio \u2014 e \u00e9 esse equil\u00edbrio que protege contra a infe\u00e7\u00e3o e a inflama\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, a \u2018nossa\u2019 bact\u00e9ria atuou de forma indireta mas poderosa: ao ajudar o microbiota a sarar, permitiu que as defesas naturais do hospedeiro repusessem o equil\u00edbrio.<\/p>\n\n\n\n<p>O efeito foi n\u00e3o s\u00f3 mais forte do que em modelos anteriores, como tamb\u00e9m melhor do que o de <em>E. coli<\/em> Nissle 1917, um probi\u00f3tico comercial amplamente utilizado na Europa. \u201cCompar\u00e1mos a nossa estirpe com a <em>E. coli<\/em> Nissle, muito usada na Alemanha\u201d, refere Karina. \u201cA Nissle n\u00e3o funcionou neste modelo inflamat\u00f3rio. N\u00e3o \u00e9 que seja um mau probi\u00f3tico \u2014 simplesmente n\u00e3o atua neste tipo de ecossistema. O intestino \u00e9 complexo; o que funciona num contexto pode n\u00e3o funcionar noutro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong><strong>Segura por natureza<\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dado que muitas <em>Klebsiella<\/em> s\u00e3o conhecidas pela resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos, a seguran\u00e7a era uma preocupa\u00e7\u00e3o central. Antes de avan\u00e7ar, a equipa realizou v\u00e1rios testes comparativos entre a ARO112, estirpes patog\u00e9nicas e isolados cl\u00ednicos, em colabora\u00e7\u00e3o com o laborat\u00f3rio de Carles Ubeda no FISABIO (Val\u00eancia).<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados foram tranquilizadores: n\u00e3o produz biofilmes; n\u00e3o adquire facilmente plasm\u00eddeos de resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos; e, surpreendentemente, mesmo quando lhe \u00e9 dado artificialmente um plasm\u00eddeo de resist\u00eancia, perde-o naturalmente em poucos dias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsper\u00e1vamos que se comportasse como outras <em>Klebsiella<\/em>, adquirindo facilmente genes de resist\u00eancia\u201d, diz Karina. \u201cMas n\u00e3o \u2014 parece rejeitar DNA estranho. Foi uma surpresa, e torna-a muito mais segura, porque reduz o risco de adquirir resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos\u201d, um problema cr\u00edtico em contexto hospitalar.<\/p>\n\n\n\n<p>A bact\u00e9ria tamb\u00e9m n\u00e3o permanece indefinidamente no intestino: \u00e0 medida que o microbiota recupera, o seu n\u00famero diminui naturalmente. Preenche temporariamente um nicho ecol\u00f3gico, ajuda o ecossistema a reequilibrar-se e depois desaparece. Em termos evolutivos, \u00e9 uma ajudante transit\u00f3ria \u2014 o equivalente microbiano de um bombeiro volunt\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Do laborat\u00f3rio \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Poder\u00e1 esta bact\u00e9ria protetora vir a existir num comprimido? Possivelmente \u2014 mas ser\u00e1 necess\u00e1rio tempo e testes rigorosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser um habitante natural do intestino, a ARO112 poderia ser usada para restaurar o microbiota ap\u00f3s tratamentos com antibi\u00f3ticos, reduzindo o risco de infe\u00e7\u00e3o e inflama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio dos transplantes fecais \u2014 usados atualmente em alguns contextos cl\u00ednicos, mas complexos e dispendiosos \u2014 um agente bioterap\u00eautico vivo e definido seria preciso, seguro e f\u00e1cil de administrar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVamos continuar a precisar de antibi\u00f3ticos \u2014 s\u00e3o essenciais!\u201d, afirma Karina. \u201cMas, inevitavelmente, os antibi\u00f3ticos perturbam o microbiota. Um dia, poderemos tomar um antibi\u00f3tico e depois segui-lo de uma bact\u00e9ria como esta para restaurar o equil\u00edbrio. Essa \u00e9 a vis\u00e3o dos probi\u00f3ticos bioterap\u00eauticos de nova gera\u00e7\u00e3o: usar bact\u00e9rias que j\u00e1 vivem naturalmente nos nossos intestinos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria da <em>Klebsiella<\/em> ARO112 reflete uma transforma\u00e7\u00e3o mais ampla na investiga\u00e7\u00e3o do microbioma.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante anos, pensou-se que as bact\u00e9rias intestinais eram demasiado dif\u00edceis de cultivar e estudar. Mas os avan\u00e7os na sequencia\u00e7\u00e3o de DNA e nas t\u00e9cnicas de cultivo microbiano da \u00faltima d\u00e9cada tornaram poss\u00edvel identificar e isolar novas estirpes ben\u00e9ficas diretamente do microbiota humano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 quinze anos, era quase imposs\u00edvel cultivar estas bact\u00e9rias no laborat\u00f3rio\u201d, recorda Karina. \u201cAgora, n\u00e3o s\u00f3 conseguimos detet\u00e1-las por sequencia\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m cultivar e estudar em detalhe. \u00c9 por isso que a investiga\u00e7\u00e3o do microbioma est\u00e1 a explodir \u2014 estamos finalmente a aprender como funcionam estes ecossistemas invis\u00edveis.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De uma observa\u00e7\u00e3o inesperada em ratinhos a uma candidata para desenvolvimento cl\u00ednico, a <em>Klebsiella<\/em> sp. ARO112 representa uma mudan\u00e7a de paradigma: uma bact\u00e9ria outrora ignorada devido aos seus parentes de m\u00e1 fama pode, em breve, ajudar a curar o intestino, reduzir a inflama\u00e7\u00e3o e proteger contra infe\u00e7\u00f5es \u2014 n\u00e3o atrav\u00e9s da elimina\u00e7\u00e3o, mas da coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTudo se resume \u00e0 ecologia\u201d, conclui Karina. \u201cUm microbiota saud\u00e1vel n\u00e3o \u00e9 um campo de batalha \u2014 \u00e9 uma comunidade equilibrada. O nosso trabalho \u00e9 perceber como manter esse equil\u00edbrio e, \u00e0s vezes, basta a bact\u00e9ria certa no momento certo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"10279\" src=\"https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Karina-Xavier-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10279\" srcset=\"https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Karina-Xavier-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Karina-Xavier-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Karina-Xavier-1-768x513.jpg 768w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Karina-Xavier-1.jpg 1314w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"685\" data-id=\"10281\" src=\"https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Karina-Xavier-2-1024x685.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10281\" srcset=\"https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Karina-Xavier-2-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Karina-Xavier-2-300x201.jpg 300w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Karina-Xavier-2-768x514.jpg 768w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Karina-Xavier-2.jpg 1311w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em>Sara S\u00e1<br>Communica\u00e7\u00e3o de Ci\u00eancia GIMM<\/em> <\/p>\n","protected":false},"featured_media":10276,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","news_category":[39],"news_tag":[],"publications":[],"publication_date":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news\/10207"}],"collection":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10207"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10276"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10207"}],"wp:term":[{"taxonomy":"news_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news_category?post=10207"},{"taxonomy":"news_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news_tag?post=10207"},{"taxonomy":"publications","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/publications?post=10207"},{"taxonomy":"publication_date","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/publication_date?post=10207"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}