{"id":10351,"date":"2026-01-07T15:13:49","date_gmt":"2026-01-07T15:13:49","guid":{"rendered":"https:\/\/gimm.pt\/news\/fundacao-gimm-revela-falhas-nas-celulas-cardiacas-usadas-em-laboratorio-e-abre-caminho-a-melhores-tratamentos\/"},"modified":"2026-01-07T15:18:53","modified_gmt":"2026-01-07T15:18:53","slug":"fundacao-gimm-revela-falhas-nas-celulas-cardiacas-usadas-em-laboratorio-e-abre-caminho-a-melhores-tratamentos","status":"publish","type":"news","link":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/not\u00edcias\/fundacao-gimm-revela-falhas-nas-celulas-cardiacas-usadas-em-laboratorio-e-abre-caminho-a-melhores-tratamentos\/","title":{"rendered":"Funda\u00e7\u00e3o GIMM revela falhas nas c\u00e9lulas card\u00edacas usadas em laborat\u00f3rio e abre caminho a melhores tratamentos"},"content":{"rendered":"\n<p>Investiga\u00e7\u00e3o liderada por Carmo-Fonseca explica por que estas c\u00e9lulas n\u00e3o replicam totalmente o cora\u00e7\u00e3o humano e oferece uma nova forma de avaliar a sua qualidade. Avan\u00e7o abre portas a investiga\u00e7\u00e3o mais rigorosa e a tratamentos mais eficazes no futuro, especialmente na \u00e1rea da cardiologia de precis\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Uma investiga\u00e7\u00e3o liderada por Maria Carmo-Fonseca, da Funda\u00e7\u00e3o GIMM, ajudou a esclarecer uma das principais limita\u00e7\u00f5es das c\u00e9lulas do cora\u00e7\u00e3o produzidas em laborat\u00f3rio, amplamente usadas em todo o Mundo para estudar doen\u00e7as card\u00edacas e testar novos medicamentos. Apesar de permitirem investigar o funcionamento do cora\u00e7\u00e3o humano sem recorrer a procedimentos invasivos ou modelos animais, estas c\u00e9lulas continuam a n\u00e3o reproduzir totalmente as caracter\u00edsticas das c\u00e9lulas reais, o que pode comprometer a precis\u00e3o de certos estudos.<\/p>\n\n<p>\u201cEstas c\u00e9lulas s\u00e3o extraordinariamente \u00fateis, mas continuam a comportar-se como c\u00e9lulas muito imaturas\u201d, explica a investigadora, continuando: \u201cQuer\u00edamos perceber exatamente o que lhes falta para atingirem o mesmo grau de desenvolvimento das c\u00e9lulas de um cora\u00e7\u00e3o humano\u201d.<\/p>\n\n<p>O estudo, publicado hoje na revista <a href=\"https:\/\/www.cell.com\/stem-cell-reports\/fulltext\/S2213-6711(25)00361-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Stem Cell Reports<\/a>, apresenta pela primeira vez um retrato detalhado de como o cora\u00e7\u00e3o humano evolui desde as fases iniciais do desenvolvimento at\u00e9 \u00e0 idade adulta. Ao analisar este percurso natural, os investigadores compararam, com um n\u00edvel de detalhe nunca antes alcan\u00e7ado, o comportamento das c\u00e9lulas card\u00edacas humanas com o das c\u00e9lulas criadas em laborat\u00f3rio a partir de c\u00e9lulas estaminais.<\/p>\n\n<p>A equipa descobriu que as c\u00e9lulas card\u00edacas produzidas em laborat\u00f3rio ficam presas num est\u00e1gio imaturo e n\u00e3o completam v\u00e1rios passos fundamentais que ocorrem durante o desenvolvimento do cora\u00e7\u00e3o humano real. Em particular, identificaram altera\u00e7\u00f5es em mecanismos essenciais ao funcionamento celular, respons\u00e1veis por ativar e coordenar corretamente as instru\u00e7\u00f5es dos genes.<\/p>\n\n<p>\u201cEncontr\u00e1mos diferen\u00e7as muito claras em processos que s\u00e3o fundamentais para que uma c\u00e9lula card\u00edaca funcione como tal\u201d, afirma Maria Carmo-Fonseca. \u201cSaber exatamente onde est\u00e3o essas diferen\u00e7as permite-nos come\u00e7ar a corrigi-las\u201d.<\/p>\n\n<p>Com base nestas descobertas, o grupo de investiga\u00e7\u00e3o organizou um mapa de refer\u00eancia que descreve com grande detalhe como as c\u00e9lulas do cora\u00e7\u00e3o humano mudam ao longo do desenvolvimento. Este mapa funciona como uma r\u00e9gua de compara\u00e7\u00e3o: permite aos cientistas avaliar se as c\u00e9lulas card\u00edacas produzidas em laborat\u00f3rio est\u00e3o a desenvolver-se corretamente ou se ainda apresentam caracter\u00edsticas demasiado imaturas.<\/p>\n\n<p>Esta nova refer\u00eancia ajudar\u00e1 investigadores em todo o Mundo a melhorar os modelos usados no estudo de doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o, tornando-os mais pr\u00f3ximos da realidade e aumentando a fiabilidade dos testes realizados com estas c\u00e9lulas.<\/p>\n\n<p>\u201cNo fundo, cri\u00e1mos um guia que mostra o que est\u00e1 certo e o que ainda falta \u00e0s c\u00e9lulas card\u00edacas feitas em laborat\u00f3rio\u201d, explica Maria Carmo-Fonseca. \u201cIsto permite perceber se uma c\u00e9lula est\u00e1 realmente preparada para ser usada como modelo de doen\u00e7a. O objetivo final \u00e9 que estes modelos sejam t\u00e3o pr\u00f3ximos quanto poss\u00edvel do cora\u00e7\u00e3o humano, para que possamos desenvolver melhores terapias\u201d.<\/p>\n\n<p>O avan\u00e7o abre portas a investiga\u00e7\u00e3o mais rigorosa e a tratamentos mais eficazes no futuro, especialmente na \u00e1rea da cardiologia de precis\u00e3o.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"875\" height=\"876\" data-id=\"10347\" src=\"https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Photo-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10347\" srcset=\"https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Photo-1.jpg 875w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Photo-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Photo-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Photo-1-768x769.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 875px) 100vw, 875px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"877\" height=\"878\" data-id=\"10349\" src=\"https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Photo-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10349\" srcset=\"https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Photo-2.jpg 877w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Photo-2-300x300.jpg 300w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Photo-2-150x150.jpg 150w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Photo-2-768x769.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 877px) 100vw, 877px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n","protected":false},"featured_media":10346,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","news_category":[39],"news_tag":[],"publications":[],"publication_date":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news\/10351"}],"collection":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10351"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10346"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10351"}],"wp:term":[{"taxonomy":"news_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news_category?post=10351"},{"taxonomy":"news_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news_tag?post=10351"},{"taxonomy":"publications","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/publications?post=10351"},{"taxonomy":"publication_date","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/publication_date?post=10351"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}