{"id":12390,"date":"2026-08-26T08:15:00","date_gmt":"2026-08-26T08:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/gimm.pt\/?post_type=news&#038;p=12390"},"modified":"2026-08-25T17:12:13","modified_gmt":"2026-08-25T17:12:13","slug":"ver-a-biologia-em-tres-dimensoes","status":"publish","type":"news","link":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/not\u00edcias\/ver-a-biologia-em-tres-dimensoes\/","title":{"rendered":"Ver a biologia em tr\u00eas dimens\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>A microscopia eletr\u00f3nica oferece aos cientistas uma janela \u00fanica para a ultraestrutura das c\u00e9lulas e dos tecidos, revelando detalhes que n\u00e3o s\u00e3o vis\u00edveis atrav\u00e9s da microscopia convencional. Ao permitir visualizar estruturas biol\u00f3gicas com uma resolu\u00e7\u00e3o muito elevada, esta t\u00e9cnica possibilita, por exemplo, comparar amostras de tipo selvagem (ou naturais) com amostras nas quais foi experimentalmente induzida uma determinada condi\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o, ajudando os investigadores a perceber de que forma as mudan\u00e7as ao n\u00edvel celular est\u00e3o relacionadas com os processos biol\u00f3gicos.<\/p>\n\n<p>Na plataforma de microscopia eletr\u00f3nica do GIMM, esta capacidade est\u00e1 agora a ser significativamente ampliada com a chegada de novos equipamentos. Um novo microsc\u00f3pio eletr\u00f3nico de varrimento permitir\u00e1 estudar a topografia e a composi\u00e7\u00e3o elementar das amostras, bem como realizar an\u00e1lises volum\u00e9tricas. Isto significa que os investigadores poder\u00e3o obter n\u00e3o apenas informa\u00e7\u00e3o sobre a estrutura das amostras, mas tamb\u00e9m sobre a distribui\u00e7\u00e3o de elementos espec\u00edficos nos tecidos &#8211; como, por exemplo, a acumula\u00e7\u00e3o de ferro no rim.<\/p>\n\n<p>Haver\u00e1 tamb\u00e9m melhorias na forma como as amostras s\u00e3o preparadas e analisadas. Um rob\u00f4 de processamento permitir\u00e1 automatizar e acelerar a prepara\u00e7\u00e3o das amostras, enquanto uma esta\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 an\u00e1lise de imagem permitir\u00e1 aos utilizadores ir al\u00e9m da simples aquisi\u00e7\u00e3o de imagens de elevada qualidade, disponibilizando ferramentas para processar e analisar essas imagens de forma mais eficaz.<\/p>\n\n<p>Algumas das novas tecnologias s\u00e3o particularmente inovadoras. \u00abO rob\u00f4 de processamento \u00e9 o primeiro do g\u00e9nero a ser instalado na Europa, tornando o GIMM num local de demonstra\u00e7\u00e3o onde outras plataformas de toda a Europa podem vir testar esta tecnologia\u00bb, explica Ana Laura Vinagre, respons\u00e1vel pela plataforma. O novo microsc\u00f3pio eletr\u00f3nico de varrimento est\u00e1 tamb\u00e9m equipado com um detetor SENSE, atualmente o \u00fanico do g\u00e9nero na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Este equipamento permitir\u00e1 \u00e0 plataforma realizar microscopia eletr\u00f3nica volum\u00e9trica, uma poderosa abordagem de imagiologia tridimensional \u2014 considerada pela revista Nature a \u00abt\u00e9cnica do ano\u00bb \u2014 que permite aos investigadores explorar a organiza\u00e7\u00e3o das estruturas biol\u00f3gicas com um n\u00edvel de detalhe sem precedentes.<\/p>\n\n<p>A plataforma serve uma comunidade diversificada de utilizadores. Cerca de metade s\u00e3o utilizadores internos do GIMM, enquanto a outra metade \u00e9 externa, incluindo grupos de investiga\u00e7\u00e3o que procuram aceder \u00e0s capacidades especializadas do instituto na \u00e1rea da microscopia eletr\u00f3nica. A plataforma trabalha tamb\u00e9m com utilizadores de fora da academia, incluindo a ind\u00fastria farmac\u00eautica e o setor da sa\u00fade, com hospitais a recorrerem aos seus servi\u00e7os para fins de diagn\u00f3stico. Em conjunto, estas novas tecnologias ampliam significativamente as possibilidades da microscopia eletr\u00f3nica no GIMM, dando aos investigadores acesso a novas formas de visualizar, mapear e analisar amostras biol\u00f3gicas e aproximando-os da compreens\u00e3o do que acontece no interior das c\u00e9lulas e dos tecidos em tr\u00eas dimens\u00f5es.<\/p>\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Seeing biology in three dimensions | Electron Microscopy Platform\" width=\"540\" height=\"960\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Nlzf-qq_IXs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"featured_media":12389,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","news_category":[],"news_tag":[],"publications":[],"publication_date":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news\/12390"}],"collection":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12390"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12389"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12390"}],"wp:term":[{"taxonomy":"news_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news_category?post=12390"},{"taxonomy":"news_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news_tag?post=12390"},{"taxonomy":"publications","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/publications?post=12390"},{"taxonomy":"publication_date","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/publication_date?post=12390"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}