{"id":8840,"date":"2025-06-28T11:58:05","date_gmt":"2025-06-28T11:58:05","guid":{"rendered":"https:\/\/gimm.pt\/news\/mesmo-com-dietas-diferentes-as-celulas-seguem-os-mesmos-caminhos-para-resolver-problemas-na-replicacao-do-adn\/"},"modified":"2025-07-10T15:58:52","modified_gmt":"2025-07-10T15:58:52","slug":"mesmo-com-dietas-diferentes-as-celulas-seguem-os-mesmos-caminhos-para-resolver-problemas-na-replicacao-do-adn","status":"publish","type":"news","link":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/not\u00edcias\/mesmo-com-dietas-diferentes-as-celulas-seguem-os-mesmos-caminhos-para-resolver-problemas-na-replicacao-do-adn\/","title":{"rendered":"Mesmo com dietas diferentes, as c\u00e9lulas seguem os mesmos caminhos para resolver problemas na replica\u00e7\u00e3o do ADN"},"content":{"rendered":"\n<p>Num novo estudo do GIMM, investigadores mostram que, mesmo em ambientes com quantidades muito diferentes de nutrientes, as c\u00e9lulas conseguem encontrar solu\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas surpreendentemente semelhantes para lidar com falhas na replica\u00e7\u00e3o do ADN \u2013 um processo essencial e frequentemente desregulado no cancro.<\/p>\n\n<p>Copiar o ADN corretamente antes de cada divis\u00e3o celular \u00e9 uma tarefa essencial para a vida. Mas quando este processo falha \u2013 algo que acontece muitas vezes no cancro \u2013 as c\u00e9lulas entram em stress e precisam de encontrar formas de sobreviver. Um novo estudo do Genome Maintenance and Evolution Lab, publicado na revista <a href=\"https:\/\/www.embopress.org\/doi\/full\/10.1038\/s44320-025-00127-z\">Molecular Systems Biology<\/a>, mostra que, mesmo em ambientes muito diferentes, as c\u00e9lulas encontram praticamente as mesmas solu\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas para lidar com esse problema.<\/p>\n\n<p>Neste trabalho, os investigadores quiseram perceber se a quantidade de a\u00e7\u00facar (glucose) no ambiente influencia a forma como as c\u00e9lulas se adaptam ao chamado \u201cstress de replica\u00e7\u00e3o do ADN\u201d \u2014 uma situa\u00e7\u00e3o em que o ADN tem dificuldade em copiar-se corretamente. Usaram para isso leveduras, organismos simples, mas muito semelhantes \u00e0s c\u00e9lulas humanas em processos fundamentais, e acompanharam a sua evolu\u00e7\u00e3o ao longo de mil gera\u00e7\u00f5es (o equivalente a v\u00e1rios anos de divis\u00f5es celulares em humanos).<\/p>\n\n<p>Os n\u00edveis de glucose afetaram o quanto as c\u00e9lulas sofriam com os defeitos na replica\u00e7\u00e3o do ADN e a rapidez com que se adaptaram, n\u00e3o alterando as solu\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que evolu\u00edram para lidar com esse problema. Ou seja, independentemente da quantidade de a\u00e7\u00facar dispon\u00edvel, as mesmas muta\u00e7\u00f5es em conjuntos espec\u00edficos de genes surgiram repetidamente. Estas muta\u00e7\u00f5es est\u00e3o ligadas \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o dos cromossomas, \u00e0 pr\u00f3pria replica\u00e7\u00e3o do ADN, \u00e0 resposta a danos gen\u00e9ticos e at\u00e9 a um complexo que regula a forma como os genes s\u00e3o ativados.<\/p>\n\n<p>\u201cFoi fascinante ver que, apesar de ambientes t\u00e3o distintos, as c\u00e9lulas evoluem solu\u00e7\u00f5es t\u00e3o semelhantes\u201d, explica Mariana Natalino, primeira autora do estudo. \u201cEstes padr\u00f5es podem ajudar-nos a antecipar como certas doen\u00e7as se adaptam e resistem.\u201d<\/p>\n\n<p>Como certos tumores tamb\u00e9m enfrentam stress de replica\u00e7\u00e3o e diferentes n\u00edveis de nutrientes, perceber estes caminhos comuns de adapta\u00e7\u00e3o pode ser uma pe\u00e7a-chave para antecipar \u2013 e talvez travar \u2013 os mecanismos que lhes permitem crescer ou resistir a tratamentos.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"786\" src=\"https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Synopse-1024x786.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-8836\" srcset=\"https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Synopse-1024x786.png 1024w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Synopse-300x230.png 300w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Synopse-768x589.png 768w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Synopse-1536x1179.png 1536w, https:\/\/gimm.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Synopse.png 1865w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>","protected":false},"featured_media":8839,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","news_category":[39],"news_tag":[],"publications":[],"publication_date":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news\/8840"}],"collection":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8840"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8839"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"news_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news_category?post=8840"},{"taxonomy":"news_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/news_tag?post=8840"},{"taxonomy":"publications","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/publications?post=8840"},{"taxonomy":"publication_date","embeddable":true,"href":"https:\/\/gimm.pt\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/publication_date?post=8840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}