Reporting Channel – GIMM Reporting Channel – GIMM

Reporting Channel

O Reporting Channel deve ser utilizado sempre que exista conhecimento ou suspeita fundamentada de uma situação que:

  • possa violar a lei, regulamentos aplicáveis ou políticas internas do GIMM;
  • represente um risco ético, institucional ou reputacional;
  • envolva comportamentos graves, sistemáticos ou sensíveis;
  • não possa ser adequadamente resolvida através dos canais hierárquicos ou informais habituais.
  • reclamações de natureza pessoal ou meramente laboral (salvo se envolverem violações graves);
  • divergências científicas legítimas;
  • queixas sobre qualidade de serviços ou desacordos operacionais correntes.

Uma comunicação clara e bem estruturada é essencial para permitir uma análise rigorosa e célere. Sempre que possível, recomenda-se que a comunicação inclua:

  • uma descrição clara e objetiva dos factos;
  • o contexto, data e local em que ocorreram;
  • as áreas ou pessoas envolvidas (sempre que conhecido);
  • se a situação ocorreu pontualmente ou de forma reiterada;
  • quaisquer documentos ou outros elementos relevantes.

Não é necessário dispor de provas conclusivas para comunicar uma situação, mas a comunicação deve ser feita de boa-fé, com base em indícios razoáveis.
Quanto mais clara e concreta for a informação prestada, maior será a capacidade do GIMM de analisar adequadamente a situação.

Após a submissão da comunicação:

  1. Receção e análise preliminar
    A comunicação é recebida através do canal oficial e sujeita a uma análise inicial independente, por uma entidade externa, destinada a verificar o seu enquadramento.
  2. Encaminhamento para o Comité competente
    Consoante a natureza da situação reportada, a comunicação é encaminhada para o Comité responsável pela sua análise.
  3. Apuramento dos factos
    Sempre que se justifique, são realizadas diligências adequadas para o esclarecimento da situação, respeitando os princípios de imparcialidade, confidencialidade e contraditório.
  4. Conclusão e decisão
    O processo culmina numa decisão fundamentada, podendo resultar em medidas preventivas, corretivas ou sancionatórias, quando aplicável.
    O autor da comunicação é informado sobre os principais desenvolvimentos, dentro dos prazos legalmente previstos.

Para garantir independência, especialização e imparcialidade, o GIMM dispõe de dois Comités distintos, consoante a natureza da situação reportada:

Responsável pela análise de comunicações relacionadas com conduta ética, assédio, discriminação, conflitos interpessoais graves e outras situações de natureza comportamental ou organizacional.

Composição:

  • Alda Azevedo, Investigadora Principal no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
  • Ana Rita Gil, Professora Auxiliar na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
  • Helder Maiato, Investigador Principal no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto

Responsável pela análise de comunicações relacionadas com corrupção, fraude, integridade científica, gestão financeira, conflitos de interesses institucionais e outras infrações legais ou regulamentares.

Composição:

  • Jorge Vasconcelos, Vogal não executivo do Conselho de Administração da Fundação GIMM – Gulbenkian Institute for Molecular Medicine
  • Paula Prado, Vogal não executivo do Conselho de Administração da Fundação GIMM – Gulbenkian Institute for Molecular Medicine

A composição dos Comités assegura diversidade de perfis e evita situações de conflito de interesses.

O GIMM garante que:

  • a identidade do autor da comunicação é protegida e apenas conhecida quando estritamente necessário;
  • comunicações anónimas são aceites e tratadas;
  • qualquer forma de retaliação contra quem comunica de boa-fé é proibida e sancionada;
  • todas as situações são tratadas com rigor, proporcionalidade e respeito pelas pessoas envolvidas.

O Reporting Channel é um instrumento essencial para promover uma cultura de integridade, responsabilidade e transparência no GIMM.

A participação responsável de toda a comunidade é fundamental para garantir um ambiente institucional seguro, ético e alinhado com os mais elevados padrões científicos e organizacionais.