O efeito Schwarzenegger. Associação Francesa de Distrofia Muscular financia estudo em reparação de DNA – GIMM O efeito Schwarzenegger. Associação Francesa de Distrofia Muscular financia estudo em reparação de DNA – GIMM

  23 de Outubro, 2025

O efeito Schwarzenegger. Associação Francesa de Distrofia Muscular financia estudo em reparação de DNA

Science

As fibras musculares têm várias características que as tornam únicas (olá
Arnold Schwarzenegger!). Estudá-las, e às suas propriedades únicas, pode ajudar a encontrar soluções para doenças degenerativas e envelhecimento.

Uma das linhas de trabalho, relacionada com o dano no DNA, do laboratório de Sérgio de Almeida (em colaboração com o laboratório de Edgar Gomes), será financiada em 200 mil euros pela AFM- Telethon – Associação Francesa de Distrofia Muscular, com fundos arrecadados sobretudo através de chamadas telefónicas.

O financiamento conseguido pela equipa do GIMM permitirá assegurar a continuidade de uma linha de investigação “muito relevante e com potencial para gerar conhecimento com implicações concretas na saúde humana”, nota Sérgio de Almeida. Além disso, sublinha o group leader, “garante a estabilidade necessária para manter na equipa investigadores extremamente talentosos.”

Em particular, a equipa irá tentar perceber como é que estas células que apresentam múltiplos núcleos, não se dividem, logo não podem ser substituídas com facilidade, são capazes de ultrapassar as frequentes agressões. Uma pista importante e que pode explicar a grande resistência das fibras musculares é a sua enorme robustez face aos danos do DNA que lhes garante uma estratégia de auto-preservação altamente eficaz.

Antes, a equipa já tinha descoberto que as células musculares respondem a lesões no DNA recorrendo a uma estratégia que as torna particularmente resilientes e capazes de manter a sua função intacta. Agora, a equipa pretende perceber os detalhes dessa estratégia e qual a importância das células estaminais que estejam na vizinhança no processo de regeneração.

Os danos no DNA são um fator-chave no envelhecimento muscular, distrofias e outras doenças degenerativas. Se compreendermos como é que o músculo responde naturalmente a estes danos, podemos aproveitar estes mecanismos para desenvolver novas soluções que atrasam ou revertem a degeneração muscular no envelhecimento; melhorar a regeneração em doenças genéticas musculares e a recuperação após lesão. O projeto arranca a um de novembro e terá a duração de dois anos.

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